Entrevista Marcos Piangers

27 julho 2015
Entrevista exclusiva com Marcos Piangers, autor de O Papai é Pop - Editora Belas Letras

“O único item de valor na vida é o tempo que você passa com quem ama”
Se você ainda não ouviu a sua voz na rádio, aqui vai uma rápida definição: Marcos Piangers é puro pop. O pai de Anita e Aurora (sim, essa é a sua primeira atribuição) lançou neste mês um livro de crônicas que, ao se contrastarem, convergem para um mesmo ponto: ser pai pode ser sorrir e pode ser chorar. Pode ser bronca e pode ser carinho – tudo isso ao mesmo tempo.

O Papai é pop reúne 33 textos que transmitem os desafios, situações engraçadas e, principalmente, a visão única de Piangers sobre uma das maiores “profissões” do mundo.
Conversamos com Piangers, que nos conta – mais descontraído do que nunca – um pouco mais sobre o relacionamento sincero, estreito e feliz que mantém com as suas filhas.

Belas-Letras: Quando surgiu esse insight de escrever para contar as aventuras e situações com as suas filhas. Foi proposital ou ao acaso?
Piangers: Comecei a desenhar algumas histórias da minha primeira filha em 2011. Em 2013 comecei a escrever no jornal mensalmente sobre as experiências de ser pai. É resultado de uma vontade de guardar esses presentes preciosos, que são as histórias infantis.

Belas-Letras: Qual é o papel do pai moderno na sociedade atual?

Piangers: O pai moderno não tem aquele distanciamento que estávamos acostumados nos anos 80 e 90. Os pais dos meus amigos eram quase que mafiosos: quando eles apareciam na casa a molecada fazia silêncio, parava de correr, meio que se escondia pra não levar bronca. A geração de novos pais é mais participativa, carinhosa e presente. E tomara que continue assim, para o bem das crianças e felicidade dos papais.

Belas-Letras: O que faz de um pai um pai POP?

Piangers: Todo pai é um herói para seus filhos – a não ser aquele que decide ser ausente. O papai pop é o pai presente.

Belas-Letras: Antigamente, o pai era visto como um “chefe/alguém carrancudo”, e hoje o pai é uma figura mais participativa. Como você vê isso?

Piangers: Aos pais que mantiveram distanciamentos artificiais com seus filhos, por questão cultural, por terem trabalhado demais ou por terem optado não ser presente, só posso dizer uma coisa: vocês não sabem o que perderam.

Belas-Letras: Anita (a filha mais velha, 9 anos) já lê as suas crônicas? Ela dá sugestões?

Piangers: Sim. A Anita não gosta de nada que eu faço, profissionalmente. É minha maior crítica!

Belas-Letras: Como você encara a “profissão pai” (tempo com as pequenas) com a sua profissão de comunicador (rádio, eventos, viagens)?
Piangers: O único item de valor na vida é o tempo que você passa com quem ama. As pessoas valorizam demais o dinheiro, trabalham para sustentar os filhos, sem lembrar que o dinheiro é, muitas vezes, super estimado. Se você pudesse trocaria dinheiro por saúde. Trocaria dinheiro por mais amigos. Garanto que trocaria dinheiro por mais tempo com pessoas que ama. A gente só se toca nisso quando o tempo passa, quando os filhos crescem. É um erro tão banal. Não quero cometer esse erro. Dou banho e ponho pra dormir quase todos os dias. Troco chopes com os amigos por cinema com as meninas. Quando viajo a trabalho sempre dou um jeito de levá-las. É o que me mantem feliz.

Belas-Letras: Como você trabalha as redes sociais?

Piangers: Experimento novas redes sociais e aplicativos o tempo todo, e acabo sendo sempre um dos primeiros a entrar nas redes. Foi assim no Twitter, no Instagram, no Periscope. Uso cada rede pra uma coisa, mas gosto mesmo do engajamento que Instagram e Facebook podem proporcionar ao redor de coisas bonitas.

Belas-Letras: Como impor limites e ser um pai legal ao mesmo tempo?

Piangers: Pais ainda estão tentando achar o meio termo. Quero que minhas filhas explorem suas capacidades criativas, desde que não seja desenhando na parede de casa. Quero que verbalizem o que pensam, desde que não seja no meio da madrugada. Quero que expressem seus sentimentos, desde que não seja deitadas no meio de um supermercado lotado, por favor.

Belas-Letras: Sobre a escrita, em que momentos você costuma escrever? As pequenas estão por perto, você precisa ficar sozinho…?

Piangers: Escrevo sempre de madrugada. Com elas por perto tento apenas prestar bastante atenção no que dizem, nas coisas que fazem. Isso é fascinante. Vou anotando tudo, opiniões, palavras engraçadas, momentos emocionantes. Depois, de madrugada, quando estão dormindo, tento começar um texto a partir do que anotei. Escrever com as meninas acordadas é inviável por dois motivos: estaria desperdiçando o tempo com elas sentado na frente do computador e elas estariam subindo na minha cabeça enquanto tento escrever. Olha, lá vem uma delas auqodfs LISNAIUC NCN903J ,MCN Z,

Viu?
Belas-Letras: Além do cara que ouvimos na rádio, quem é o Piangers?

Piangers: Pergunte ao meu psiquiatra.



14 comentários

  1. Oie, tudo bem?
    Eu não conhecia o autor/comunicador/paizão, mas adorei essa conversa, pude me sentir mais próxima dele! Ser pai (ou mãe) deve ser algo maravilhoso e grandioso, e é muito gostoso ver que ele encontra tempo para conciliar a vida pessoal e profissional. E que legal a filha dele ser a maior crítica, hehe!

    Desejo muito sucesso à ele! Ótima entrevista ;)

    Beijos
    www.procurei-em-sonhos.com

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  2. Adoro filhos criticos huahuahuahuahua. A sinceridade da criança é linda. Muito legal a entrevista com o autor. Que bom que ele é um pai presente e está sempre junto dos filhos.

    beijos
    Kel
    www.porumaboaleitura.com.br

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  3. Olááá´!

    Eu conheço o jornalista de nome mas não acompanho o programa. Gosto muuuito de contos e cronicas e lembro que vi a diagramação desse livro em um blog e AMEI! É super fofo.
    Geeente e essa filha dele <3 <3 Que amor HUSAHUSHAU acho que é uma motivação a mais até para ele <3


    Beijinhos,
    www.entrechocolatesemusicas.com

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  4. Oi Joyce!
    Adorei a entrevista! Esse pai é pop mesmo!! Adorei como ele é apaixonado por suas filhas!
    Esse livro é uma ótima dica de presente para o Dia dos Pais! :)

    Beijos,
    Fernanda
    www.oprazerdaliteratura.com.br

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  5. Oi Joyce, tudo bem?

    Já conhecia o autor e seu livro, pois vi em vários blogs a divulgação. Ele é um paizão, né? Que legal a filha ser a maior crítica dele. Gostei da entrevista e das respostas dele, principalmente quando ela toca no assunto de pais que optaram não serem presentes, pois sei como é, pois meu pai não é presente. Enfim, adorei a entrevista.

    Beijos,
    Leitora Sempre

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  6. Que liiiindo! Relações de pai com filha sempre me emocionam porque a minha não foi boa. Gostei de ver o carinho dele e a maneira espontânea como tudo surgiu. E ri com essa parte final, das meninas atrapalhando. kkkkkkkkkkk
    Beijinhos!
    Giulia - www.prazermechamolivro.com

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  7. Perfeito, é lindo ver a interação e participação de um pai, emocionante.
    O autor é muito simpático e todo seu carisma fica visível em suas respostas.
    Essas filhas são sortudas por ter um pai assim tão carinhoso e preocupado em deixar registrado cada momento.

    Beijos.
    Leituras da Paty

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  8. Oi! Achei muito interessante a entrevista e fiquei curiosa para ler as cronicas do livro, mesmo não gostando tanto assim desse tipo de literatura.
    Eu nunca tive uma relação muito próxima com meu pai por diversos motivos e achei legal o ponto de vista dele sobre como deve ser a relação entre pais e filhos atualmente, e até mesmo a comparação com os pais de antigamente. Chega a ser engraçado esse choque cultural que a nossa sociedade sofreu.

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  9. hahaha... não tenho filhos, mas me identifiquei com certo serzinho aqui que não me deixa ficar no computador... o pior é que meu gato não gosta de dormir enquanto eu tô em casa, então tenho que fazer malabarismos pra digitar com ele em cima de mim e do teclado... rs... Sou péssima com redes sociais novas, não tenho a menor ideia do que seja Periscope... hehe... Gostei muito da entrevista e da visão que ele tem da paternidade, ele e as filhas com certeza ganham muito com isso.

    Beijo.

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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  10. Joyce lindona, já tinha ouvido falar no livro mas sobre o autor é a primeira vez que leio algo! Quero um pai assim gente, rs... Adorei tudo o que ele falou, com certeza deve ser um paizão e aproveitar muito o tempo com as filhotas. Quero muito ler o livro dele.

    Bjs, Glaucia.
    www.maisquelivros.com

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  11. Olá Joyce, já tinha visto o livro na pagina da editora, mas não conhecia o autor e por isso foi bem legal a entrevista *--*

    Visite "Meu Mundo, Meu Estilo"

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  12. Olá minha linda...... que papai mais fofo, infelizmente não tive um pai presente e isso se repetiu com a minha filha.. sei que ela sente falta de uma figura masculina, porque geralmente as meninas são mais apegadas aos pais, mas enfim... adorei a entrevista. Se el for tudo isso mesmo que disse, só ganhou pontos comigo e a minha admiração.... adorei xero!!!!

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  13. Oi Joyce sua linda, tudo bem
    Incrível!!!!! Que lindo o sentimento e o relacionamento dele com as filhas. Fiquei emocionada quando ele falou que valoriza o tempo dele com quem ele realmente ama. Vou falar: é muito difícil encontrar um pai tão presente assim na vida de seus filhos, geralmente esse comportamento é mais das mães. Ele está de parabéns!!! Seu livro deve ser muito divertido, tudo que envolve criança é mágico, elas têm umas tiradas, que fico pasma, risos...
    Adorei a entrevista!!!!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  14. Oi Joy,

    Que entrevista show!! Que Pai-autor, Autor-Pai mais fantástico! Tenho me deparado com pais como ele e fico muito feliz por presenciar pais tão participativos e incentivadores, deve ser muito bacana ter um companheiro sempre presente na educação e formação das filhas e filhos para a vida.
    Como ele acho que o bem mais precioso é o tempo que passamos com quem verdadeiramente amamos e essa coisa dele incentivar a criatividade das meninas, LINDO!!

    Beijos
    Tânia Bueno
    www.facesdaleitura.com.br

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