Entrevista Fernanda França

24 outubro 2015
Olá pessoal!
Está chegando mais uma entrevista no Especial Chick-lit. Quero que você conheçam a escritora Fernanda França. Ela é escritora Nacional e seus livros são todos voltados para o gênero Chick-lit.
Antes de começarmos a entrevista, vamos conhecê-la e os seus livros.



Biografia:

Fernanda França é jornalista e escritora, pós-graduada em Comunicação Jornalística pela Cásper Líbero e tem cursos de especialização pelo Knight Center for Journalism in the Americas, da Universidade do Texas, EUA.

Trabalhou por doze anos como repórter em rádio, sites, revistas e jornais.
É paulistana, mas mora no interior de São Paulo com o marido, o filho e três gatos.
É autora das comédias românticas 9 minutos com Blanda; Malas, Memórias e Marshmallows e Bolsas, Beijos e Brigadeiros (editora Planeta).

Livros Lançados

Título: O Pulo da Gata
Sinopse: A paulistana Maggie May ama os animais e exerce sua profissão de veterinária com paixão. Mas seu maior sonho é casar com tudo que uma mulher romântica tem direito: vestido branco, cerimônia religiosa, festa com todos os seus amigos e parentes, lua de mel… O noivo nem importa muito, desde que seja alto. O que mais interessa a ela é o evento. Apesar de jovem – tem 23 anos –, ela age como se fosse uma solteirona desiludida. E já está na sua quinta tentativa de se casar.
Maggie está confiante de que Felipe, que ela conheceu num site de encontros, a tornará feliz. Só que as estrelas, que tudo veem lá de cima, não têm tanta certeza assim. Nem Eric, o comediante gato que ela conhece por acaso, no dia do seu primeiro encontro com Felipe. O Pulo da Gata é uma comédia romântica cheia de reviravoltas, algumas trágicas, outras curiosas e divertidas, que prende e emociona a cada capítulo. Impossível não rir ou chorar.

Título: Bolsas, Beijos e Brigadeiros
Sinopse: Melissa é uma jovem e impetuosa jornalista, que vive de escrever suas deliciosas aventuras por belas e curiosas cidades do mundo. Em uma nova fase de sua vida profissional, ela viaja á Europa em busca de cenários para as suas matérias e também de suas raízes italianas. Em meio a essa instigante jornada, além dos percalços comuns a uma mochileira no Velho Mundo, Melissa precisa lidar com a distância de seus familiares queridos, principalmente de sua mãe - grávida de um filho temporão -, e os misteriosos sumiços de seu namorado, Théo. O que será que ele esconde? Por que desaparece sem deixar rastros e reaparece como se nada tivesse acontecido? É o que o leitor irá descobrir ao ler este saboroso romance misto de guia turístico da Europa.

Título: Malas, Memórias e Marshmallows
Sinopse: Às vezes, o fim de algo pode ser apenas um novo começo. Após ser despedida do trabalho no dia de seu aniversário, Melissa Moya conhece Theodoro Brasil, seu vizinho, dando início a uma nova amizade que vai permitir que a jovem jornalista realize seu maior sonho: viajar mundo afora. Ela embarca no projeto “América sobre rodas”, uma aventura por diversas regiões dos Estados Unidos, deixando para trás sua gata, Lady Gaga, sua família e seus amigos. Máquina fotográfica na mão, notebook debaixo do braço, Melissa vai acabar percebendo que a vida surpreende a cada momento, principalmente quando o assunto é o amor verdadeiro.


Título: 9 Minutos com Blanda
Sinopse: Todos os dias, depois de brigar com o despertador que dá apenas nove minutinhos a mais de sono, Blanda se depara com a seguinte situação: ela está quase sem dinheiro, desempregada e sua única companhia é o gato Freddy Krueger.
Bom, não exatamente, já que ela namora um cara chamado Max, que nunca realmente assumiu o relacionamento. Max é folgado, não trabalha e também não faz muita questão de conseguir um emprego, mas é justamente com ele que Blanda se vê prestes a dizer “aceito”.
Em uma confusão envolvendo muito estresse, a porta giratória de um banco e uma calcinha pink, Blanda conhece alguém que pode mudar sua vida. Mas será que a realidade pode virar um conto de fadas? 

Agora vamos a entrevista que a Fernanda nos concedeu:

1.Fernanda, você é jornalista, pós-graduada na área. Você acha que isso te ajudou a ser uma escritora?

Olá, pessoal!
Acredito que ser jornalista possa ter me ajudado a começar a escrever, mas são gêneros muitos diferentes, o texto jornalístico imparcial e o texto de ficção. Acho que me ajudou a detalhar os locais, como no caso dos livros da Melissa Moya, que é uma jornalista mochileira (em Malas, memórias e marshmallows ela viaja para os Estados Unidos e em Bolsas, beijos e brigadeiros para vários países da Europa), mas também precisei perceber que o meu lado jornalista nem sempre poderia entrar nas minhas histórias. Pode ter me ajudado, também, porque a minha paixão pela língua portuguesa sempre existiu e foi aprimorada na época em que trabalhei como jornalista. Mas, de alguma forma, tornar-me escritora foi começar uma nova carreira, com todas as alegrias e dificuldades que esse processo traz.


2.Você já escreveu vários livros do gênero Chick-lit. Isso foi uma opção sua ou foi uma coisa que veio sem perceber?

Eu gosto de passar mensagens pelo humor. De escrever livros que possam levar amor, humor e questões sérias, mas pelo riso também. Acho que o bom humor é uma ótima maneira de nos fazer refletir e os livros mostram muito de como eu sou. Seguir a mesma linha foi natural. Além de eu me identificar com o gênero de comédia romântica, eu quis manter o mesmo público. No futuro, quem sabe, posso escrever para outros públicos e outros gêneros.


3.Como você cria os personagens? Você os cria ou se inspira em pessoas a sua volta?

A vida é uma inspiração, não tem como não se inspirar vivendo. Às vezes eu me inspiro quando vejo alguém na rua, em alguma festa, no mercado, em qualquer lugar. Uma cena serve de inspiração para um universo que começo a criar. Então, apesar da inspiração, os personagens ganham vida própria e histórias só deles.


4.O que você acha do mercador literário aqui no Brasil? Acha que os escritores nacionais estão sendo valorizados?

Quando eu publiquei o meu primeiro livro, em 2010, eu quase não encontrava livros nacionais contemporâneos em destaque nas livrarias. Hoje o cenário é diferente. A literatura nacional vem sendo cada vez mais reconhecida, é inegável que houve uma mudança significativa e hoje os escritores brasileiros são muito mais valorizados. Ainda assim, existe resistência. Por isso, fico feliz por fazer parte de um time de escritores que não somente escreve, mas também incentiva a leitura entre os jovens. Esse trabalho é muito importante para as futuras gerações de leitores.


5.O seu último lançamento foi O Pulo da Gata. Conte-nos um pouco sobre ele.

Maggie May é uma veterinária que tem um sonho: ela quer se casar. Ela acredita que com o casamento vai fechar todas as suas feridas e ser feliz. Mas qual é o preço de se casar sem amar de verdade? Afinal, o que é amar e ser amada? O livro é uma comédia romântica que trata de alguns temas sérios com leveza. Como dar a volta por cima quando tudo parece perdido? O livro traz reviravoltas (engraçadas e até trágicas), mas com o objetivo de mostrar a trajetória de Maggie e responder à pergunta: o que é a felicidade?


6.Você é uma leitora assídua? Se sim, quais livros gosta de ler?

Sou, eu amo ler. Mas quando estou escrevendo, leio pouco. Meu período de leitura é maior enquanto não estou escrevendo. Leio de tudo, desde gibis (Turma da Mônica!), livros infantis com meu filho de três anos (Ziraldo!) até diversos gêneros. Gosto muito de ler comédia romântica, mas leio qualquer gênero mesmo, sem preconceito nenhum.


7.Você tem algum escritor(a) como referência?

Sempre que me perguntam sobre minhas referências eu acabo lembrando da minha infância. Eu cresci lendo Maurício de Sousa e Ziraldo. Quando cresci, comecei a ler de tudo, de tudo mesmo! Na adolescência, meus preferidos eram Pedro Bandeira, Agatha Christie, Sidney Sheldon e Stephen King. Logo descobri Machado de Assis, Clarice Lispector e, em seguida, José Saramago, Mário Prata, Adriana Falcão e muitos outros que me acompanham até hoje. Leio muitos autores nacionais contemporâneos. Muitos! E acho que tenho como referência um pouco de cada um que passou pela minha vida.


8.Você acha que o gênero chick-lit é bem aceito pelo leitores?

Acredito que gêneros vão e vêm na preferência dos leitores. Às vezes um determinado gênero está “em alta” ou, naquele momento, não é o preferido na busca de leitores, mas, ainda assim, acho que o mais importante é que o escritor escreva sua verdade, que é o que gosta de escrever, e não buscando um gênero em evidência – isso não dá certo. Espero que as comédias românticas sempre sejam aceitas pelos leitores, porque nada melhor do que uma boa dose de humor para melhorar a vida, não é? ;-)


9.Quero agradecer por nos conceder essa entrevista. E pedir que deixe um mensagem para os seus leitores.

Eu quem agradeço pela entrevista! Muito obrigada, pessoal!!!
Nunca desistam de seus sonhos. E sempre levem um bom livro junto pela vida. Em qualquer área ele vai te ajudar, pode ter certeza. A leitura muda vidas!
Um beijo enorme!

Fernanda França.


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Beijinhos!

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