Entrevista M.S Fayes

10 março 2016



Confira a entrevista completa MS Fayes

1. Você começou como blogueira e depois se tornou uma escritora. Como foi essa transição na sua vida?

R. Eu testei as águas, por assim dizer, iniciando meu contato com o público leitor através do blog. Mas foi minha parceria com o Blog da Lilith que realmente bombou minhas Divagações pela internet, tornando-me "conhecida". A partir dali eu realmente resolvi investir na publicação do meu primeiro livro que já estava pronto.

Infelizmente acabei deixando meu blog à deriva, por conta do tempo e das prioridades.

2. Porque você optou por usar um pseudônimo?

R. Eu penso que para vencer o preconceito inicial na época, com a referência a ser um autor nacional. E muito pela pegada do nome. Veja bem... Vc chega em uma livraria e dá de cara com uma prateleira com Nora Roberts, Linda Howard, J.K Rowling e ... Marta Fagundes. Oi? Então um nome de impacto poderia quebrar o receio inicial de um possível leitor em pegar o livro e dar uma olhada. Pense nisso como anos atrás, quando comecei. Hoje, com o booom da literatura nacional, já não há tanta necessidade desse artifício.

3. Como surgem as suas histórias?

R. Muitas vezes as histórias surgem do nada. Ou ouvindo uma música eu começo a pensar em uma cena na minha cabeça. Ou um palpite ou sugestão. Depende muito. 

4. Você publicou o livro Absoluto pela Editora Charme, O Retrato da Condessa pela Qualis Editora, Tapete Vermelho pela editora Matrix e outros de forma independente. Conte-nos qual a diferença entre as duas formas.

R. Bom, publicação por editora tem realmente uma notoriedade muito maior e um alcance maior de público. A entrada em livrarias e sites de livros permite que você chegue bem mais longe. Fora que o trabalho é da editora na distribuição dos livros. A gente só colhe os louros. 

A publicação independente, embora te dê um retorno muito maior em termos de finanças, é um longo e árduo trabalho, muitas vezes solitário mesmo. Vc corre atrás de tudo e tenta todas as alternativas pra fazer com que as pessoas confiem em vc e comprem do seu site. É um pouco exaustivo, mas gratificante tanto quanto.

5. Como você cria os personagens? São inspirações e pessoas reais ou você os cria do zero?

Crio do zero. Muitas vezes nem sequer consigo identificar um avatar para ele, porque a imagem daquele personagem está na minha cabeça só. Eu simplesmente começo a escrever e vou destrinchando as características físicas e de personalidade ao longo da história. Muitos personagens, porém, tem traços meus em alguns comportamentos ou mesmo na forma de expressão em diálogos.

6. Você acha que os leitores brasileiros tem preconceito com os Romances Eróticos?

R. Acho que não. Esse tabu já foi vencido. Pra quem é das antigas, Maya Banks, Lora Leigh e tantas outras chegaram bem antes de EL James e já haviam formado um público leitor dessa linha de romances.

7. Qual gênero literário você mais gosta de ler? Fale-nos dos seus livros favoritos.

R. Eu amo romances lights, históricos, YA/NA. Vou muito pela época ou o humor do momento. Às vezes estou na vybe dos sobrenaturais, outra nos motoqueiros, depois passo para policiais, ou históricos... e por aí vai. Eu gosto de evitar romances muito eróticos, os estilos mais pesados mesmo, e com muito drama e choro. Além de evitar os romances que não tem finais felizes. 

8. Quais os seus projetos para esse ano? Podemos esperar mais livros?

R. Bom, tenho um que está pra sair pela editora Pandorga, e acho que esse romance é um super fofo, porque é um tanto quanto diferente em alguns pontos. Também estou na criação de um aqui, outro acolá. Além de finalizar mais alguns. Pretendo soltar também a versão do James Bradley, protagonista do meu primeiro romance, Tapete Vermelho, em versão digital. 

9. Queremos agradecer por nos conceder essa entrevista e pedir que deixe uma mensagem para os seguidores do blog.

Eu amo os blogs que tanto me apoiam e seus seguidores, até mesmo porque entendo que este relacionamento de blogueiro, leitor e autor tem e pode ser bem íntimo e amigável. Amo ouvir as opiniões e palpites e graças a Deus, nunca peguei nenhuma crítica destrutiva, o que me leva para frente ao infinito e além. 

Quero deixar meus mais sinceros agradecimentos por todo o leitor que se dispõe a ler um nacional, tirando o preconceito fora e percebendo que um autor nacional pode fazer jus a um internacional. Sem estes leitores nós não estaríamos aqui colhendo os frutos de tanto trabalho e vendo uma safra nova de escritoras.

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