Fenomenal - Andy Collins


                                                                    Fenomenal
                                                               Autora Andy Collins
                                                               Lançamento em Junho

O que você é capaz de fazer quando as suas opções são limitadas?
Você é capaz de sair da linha?
É capaz de se tornar tudo aquilo que sempre odiou?
Bree tinha apenas uma opção, e ela agarrou com unhas e dentes. Ela não era uma desistente.
Oliver é um jovem lutador de boxe em ascensão, ele quer provar que ainda é digno do cinturão.
Oliver não é um bom perdedor, e ele não vai querer perder a única mulher que ferrou com toda a sua concentração.
Ele tem dez rounds.
Ela tem dez dias.

Primeiras Impressões


O primeiro capítulo já é impactante com nossa protagonista decidindo seguir um caminho nada fácil e pouco que li estava sem opção ... quando ela o vê.
Prevejo muitas emoções fortes e decisões nada fáceis de tomar nesse livro.



Confira o primeiro capítulo
Capítulo Um
Primeiro Dia

Estou nervosa encarando o meu reflexo no espelho. Um vestido de noite que encaixa perfeitamente no meu corpo, um colar de diamantes brilhando no meu pescoço longo. Estou totalmente desconfortável. Essa pessoa no espelho não sou eu.
¬ — Pronta?
A voz da Liv faz a minha cabeça girar. Olho para a minha amiga parada atrás de mim. Ela não aprova a minha decisão, se for falar a verdade, nem eu mesma aprovo. Mas não tenho outra opção.
Entrei no tudo ou nada.
— Não sei se pronta seria a palavra adequada, acho que apavorada seria bem mais propício.
Termino de passar o meu batom carmim, olho novamente o meu reflexo. Sim, estou pronta e completamente apavorada.
— Você tem certeza disso, Bree? Podemos pensar em outra alternativa.
— Não tenho outra alternativa, Liv, você sabe. Ficamos quase um mês pensando em algo diferente.
Minha amiga pega o meu casaco de pele e me entrega. Nada disso era verdadeiramente meu. Era um empréstimo, e se eu, por acaso, danificasse alguma peça, a cobrança seria nada amigável.
— Isso é tão louco. Deus, eu não deveria te apoiar nisso.
¬— Ouça Liv, ouça com muita atenção — ela sacode a cabeça —, se este plano idiota não der certo, preciso que cuide de tudo para mim.
— Eu não tenho um bom pressentimento sobre isso.
Liv me abraça. Eu também não tenho um bom pressentimento sobre isso.
Eu nasci em Vegas, fui criada na cidade do pecado, vi coisas que muitos adultos não imaginam que existem. Aprendi a jogar cartas tão bem quanto um maldito viciado. Eu conhecia os blefes, sabia ler os sinais dos meus oponentes.
Eu era boa, muito boa para ser sincera. Eu nunca precisei usar meus conhecimentos com as cartas ou artifícios de sedução.
Até hoje.
Uma mulher esperta deveria saber quando encontra problemas, eu não soube, pelo menos, não de imediato
Dylan era o nome dele, e eu me deixei apaixonar. Ele era doce, inteligente e incrivelmente sexy. Todos os ingredientes para levar uma mulher para o céu. Dylan apenas me levou para uma viagem sem volta, para o inferno.
Ano após ano, dia após dia.
— No que está pensando? — Liv me leva até a porta do quarto.
Estou hospedada no Bellagio, é aqui que vai acontecer um dos maiores eventos de boxe, cheio de pessoas importantes, pessoas ricas.
Um evento que terá dez dias de duração, esse é o tempo que tenho.
Todos os meus problemas tinham um único nome, ou melhor, tinham um número, que era interligado a um nome fodido.
— Dylan — digo com sinceridade.
— Não, Bree, você não deve pensar nele agora, precisa se concentrar para que isso dê certo.
— Eu sei, mas não consigo evitar. — Olho para cima para conter as lágrimas que já estavam ameaçando cair.
— Ainda tem tempo para desistir. — Minha amiga toca o meu braço, então percebo que estou tremendo.
Se for pega, posso ser presa. Se desistir, posso ser morta, ou pior. Era esse pior que eu temia.
— Eu vou fazer isso, Liv. Vou nos livrar dessa roubada.
Abraço-a com força, e só nos separamos quando ouvimos o sinal do elevador.
Está na hora, meu tempo começou a contar.
Estou sentada no bar do cassino, olho em volta tentando identificar algum cliente em potencial. Deus, como isso me enoja.
Quem disse que isso era vida fácil? No meu caso, nunca foi tão difícil flertar.
Homens olham meu corpo como se quisessem me despedaçar, e as mulheres, em sua maioria, querem me esmagar.
Quando sinto que não vou conseguir seguir adiante, uma voz chama a minha atenção.
— Sozinha? — Viro o meu corpo e encaro o dono da voz. Engulo a bile que teima em subir pela minha garganta. Ele tem idade para ser o meu avô.
Nesse momento, todos os motivos de estar fazendo isso vem à mente. Penso nos números, no Dilan, penso na morte, em como seria mais fácil deixar que me matassem, mas então eu sei, não seria isso que aconteceria.
— Com certeza. — Minha resposta vem acompanhada de um sorriso sedutor e é recebida com apreço.
Logo sua mão está nas minhas costas e estamos indo em direção ao elevador, para o décimo quinto andar.
A suíte dele.
Ele é o número um, e eu ainda preciso de pelo menos três para completar a minha noite.

***

Tremendo. É assim que estou. Segurando o meu vestido encosto na parede espelhada do elevador. Preciso controlar os meus nervos, pelo menos até chegar ao meu quarto.
O elevador para no décimo andar e quatro homens entram. Eu me encolho para tentar passar despercebida, não quero que me notem, que me desejem, eu quero morrer.
Ninguém fala nada, apenas um deles, que está usando um terno bem alinhado, dá boa noite, os demais ignoram a minha presença. Olho de soslaio para cada um deles: há um negro de dreads, usando uma camisa preta com vários logotipos; um de terno, loiro com cabelo preso em um rabo de cavalo; um outro aparentemente loiro, com o cabelo quase raspado, ele está concentrado no celular, está usando uma camisa branca e jeans; e, o quarto, usando algo semelhante a um robe, o capuz encobrindo sua cabeça, que está baixa, seus punhos fechados ao lado do corpo. Ele está alheio a tudo.
E então, eu percebo.
Ele é um dos lutadores do evento.
As faixas vermelhas no punho, a cabeça baixa. Ele não está ignorando, ele está concentrado.
Quando o elevador chega ao terceiro andar, seguro meu vestido mais apertado contra o meu corpo e peço licença. O grupo me dá passagem e eu saio do cubículo, com a sensação de queimação por todo o corpo.

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