A Mulher Incrível - Alexandre Petillo

20 julho 2016

A Mulher Incrível
Autor Alexandre Petillo
Editora Belas Letras
Páginas: 128
Skoob
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Existem alguns tipos de mulheres que você vai encontrar na vida. Têm aquelas que te fazem enlouquecer por uma noite. Têm aquelas que vão chegar e vão te fazer esquecer to¬das as outras. Têm também aquelas que você acredita que quer passar a vida toda ao lado delas. E, ainda, aquelas que você realmente vai ter certeza que vai passar a vida toda lado a lado. E têm as mulheres in¬críveis. É sobre essas mulheres que Alexandre Petillo escreve seus textos, que viralizaram nas redes sociais, com centenas de milhares de compartilhamentos a cada nova história.


A Mulher Incrível reúne diversos textos de Alexandre Petillo sobre a mulher e a forma como elas se destacam na vida da vida do homem, ela pode chegar de repente e sair de sua vida da mesma forma, pode ser complicada e intensa ao mesmo.
Pode ser a mulher perfeita mas você não a merece, ou então aquela mulher perfeita mas que não busca um relacionamento. Mulheres em diversas fases .

Amei cada texto do Alexandre com uma escrita direta ele exalta como a mulher marca  cada uma A sua maneira.

Estou apaixonada pela edição desse livro a editora sempre capricha em suas edições mas essa está linda, colorida percebemos o carinho que foi o trabalho, confiram alguns fotos você irá se encantar.




Confira a entrevista do autor a Editora Belas Letras

Conversamos com Alexandre Petillo, autor do livro A Mulher Incrível. Confira!


Belas-Letras: Quem é a mulher incrível?

Alexandre Petillo: Odeio ter que começar com um clichê, mas vamos lá: existem várias mulheres incríveis. Tendo a acreditar que a mulher incrível é aquela que te faz perder o chão. Pode parecer fácil, muitos homens, inclusive eu, perdem o chão por um decote, uma minissaia, coisas do tipo, é praxe no universo masculino. A mulher incrível que eu falo no texto também tem esse poder sedutor, mas ela é muito mais do que isso. Ela te faz perder o chão porque é o tipo de mulher que te faz esquecer todas as outras. Pode ser pelo decote, mas tanto quanto pelo bom papo, pelas trocas de experiências, pelas ideias, por um olhar, por uma piada. Ela teve passado, se decepcionou, pode até ser um pouco cínica quanto aos relacionamentos, mas também gosta bastante de um cafuné na hora certa, de abrir a porta do carro, de beber um vinho bem escolhido. Tem suas neuroses, suas manias, suas chatices, mas isso tudo é parte dela e mergulhar em seu mundo é também conviver com todos seus lados. O único problema para nós, homens, é que a mulher incrível vai embora se você não souber cuidar. Não é de ficar só pela rotina ou para agradar alguém. Não deu certo, ela vai embora mesmo. Aí você quer se esconder do mundo. Pior um pouco fica depois porque ela é tão incrível que vira tua amiga, quando te perdoa da “burrada” que você fez.

 BL: Quando surgiu esse insight de narrar causos tendo as mulheres como foco central?

Petillo: Depois, claro, de um término doloroso e abrupto. Quando você percebe o fim chegando, meio que se prepara. Mas quando vem de repente, é uma porrada. Escrever foi uma maneira de tentar entender esse fim. Comecei a prestar mais atenção nos relacionamentos, nos encontros, fossem eles fugazes ou um tanto duradouros – e até mesmo aqueles que nem aconteceram, só mesmo na imaginação ou na vontade. Também foi uma forma de tentar entender melhor essas mulheres incríveis que passam pela vida da gente mas, pensando aqui agora, principalmente tentar entender meus erros, minhas inseguranças. No papel eu percebo mais fácil como em algumas situações fui idiota, inseguro e possessivo. Mas uma importante inspiração também veio de ler o Xico Sá e a Paula Gicovate, dois escritores do amor escancarado.

 BL: Sobre a escrita, em que momentos você costuma escrever?

Petillo: Queria muito poder dizer que tenho um ritual, que sento e escrevo duas ou três horas por dia após dar uma caminhada e ver o dia. Mas não é assim. Não tenho muita disciplina, mas um padrão é que escrevo sempre de madrugada. Não consigo dormir, isso acontece desde a adolescência. Então vou remoendo as ideias durante o dia e tento canalizá-las na madrugada. Às vezes funciona, tem momentos que consigo meio que montar tudo na minha cabeça e só sento e escrevo. Geralmente quando isso acontece é porque a necessidade de, alguma forma, botar aquele sentimento pra fora chegou no limite. Nesses momentos, a escrita é mais nervosa, angustiante. Gosto mais quando ela é feliz, quando a escrita nasce de um sorriso de uma desconhecida ou por causa de uma música, um filme, um livro que li. Gosto mais desses, confesso. Os textos nervosos são angustiantes e sempre acabo como um bebê chorão, que nunca poderia dividir um copo de chope com o Rubem Braga ou o Clint Eastwood.

BL: Como você vê essa inversão de papéis – o homem escrevendo sobre romances e sobre a mulher, quando geralmente é o inverso?

Petillo: Acho que tem a ver com os homens tentando se entender e entender a mulher moderna. Como o próprio Xico Sá escreveu muito bem, os machões dançaram. A mulher moderna sabe o que quer, não sofre por qualquer coisa e te deixa se você não andar na linha. Ela trabalha, manja de futebol, música, cinema, sai pra dançar, se apaixona, se desapaixona e o homem, historicamente mimado, não sabe o que fazer. Quem consegue, coloca no papel essas dúvidas e tenta entender. Outro lado também é que alguns homens perderam o medo de falar de sentimentos, de se mostrarem também, de alguma maneira, frágeis diante daquela mulher incrível. Homem chora, homem escreve, enche a cara, fuma, tudo isso. Acredito que temos uma boa geração de homens sensíveis escrevendo textos sensacionais por aí.

 BL: Como as mulheres reagem às suas crônicas?

Petillo: As que falam comigo, gostam. Não tenho Facebook, mas amigos que têm costumam me dizer que compartilham e elogiam bastante os textos por aí. Algumas me chamam no Instagram ou por e-mail com dúvidas sobre os homens. Por que eles fazem isso? Por que eles fazem aquilo? Muitas se identificam com o texto, não com a mulher, mas identificam o otário que fez alguma burrada com ex-namorados ou ex-rolos delas. O que não é difícil. Não sei se faço um bom trabalho a favor da comunidade masculina. Mas acho que a reação aos meus textos que mais me orgulhou foi de um homem. Um cara me escreveu dizendo que era durão, membro de torcida organizada de um grande time de São Paulo, macho de verdade e tinha levado um pé na bunda de uma mulher que ele tomou dimensão de quanto ela era incrível depois que perdeu. E que ler meus textos o inspirou também a escrever e, regularmente, tem escrito umas coisas. Tive a sensação de dever cumprido. Valeu.

BL: Você realmente é o personagem masculino de todas as crônicas ou algumas são inspiradas em outras pessoas?

Petillo: Hummm…. Sou o personagem de várias, talvez da maioria. Mas também tem muitas que nasceram de situações contadas por pessoas próximas ou que ouvi de uma mesa ao lado em um bar. Às vezes misturo histórias minhas com de outros. Às vezes não tem um personagem, e sim, como disse, um fiapo de inspiração (aquele sorriso, aquele olhar da mulher desconhecida na rua) e idealizo a situação toda. Mas não sou um ficcionista, tenho que escrever sobre o que eu sinto, se não não sai nada.

BL: Em que sentido essa experiência foi mais desafiadora do que escrever Curtindo música brasileira?

Petillo: Absurdamente mais desafiadora do que o “Curtindo”. Como disse, não sou um ficcionista, nem cronista, nem nada. Sou um jornalista, aprendi a escrever com um propósito, utilizando informações apuradas, construídas de entrevistas e coisas do tipo. Falar sobre música, então, é até um prazer: leio e consumo música desde que me conheço por gente, tenho pistas de onde começar um assunto e terminar. Escrever sobre amor, relacionamentos, sobre as mulheres, foi um mergulho no escuro. Confesso que ainda tenho dúvidas se tem alguém que vai gostar de ler essas histórias, na mesma medida que dando uma olhada geral, vejo que até tem boas histórias sobre os encontros e desencontros modernos. Caminhar nessa corda bamba tem sido, ainda, um desafio.


7 comentários

  1. Olá,
    Achei bastante interessante o livro e fiquei meio boba com tantas formas que existe de nós. Claro que temos uma noção, mas escancarar assim me deixa um pouco boquiaberta.
    Gosto bastante de entrevistas com autores e essa não foi diferente. É muito legal conhecer um pouco de quem alimenta nossa paixão pela leitura.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

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  2. O livro realmente está muito bem trabalhado, um capricho incrível de ver e ler. E bem legal essa entrevista que foi feita com autor, conhecer um pouco mais sobre suas obras e inspirações.
    Interessante o livro A Mulher Incrível, que pessoas de qualquer gênero podem ler, que não vai ter problema. E interessante isso dele ter inspirado o torcedor, muitas vezes, às pessoas só valorizam o que tem, depois que perde.
    Leitor Irônico

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  3. Gente, que livro lindo!
    Adorei! Preciso colocar no topo da lista de desejados.
    E a entrevista eu amei também, é ótimo conhecer mais sobre os autores que apreciamos. E mostrou o quão interessante é a leitura desta obra.
    A diagramação também está linda.
    Adorei o post, Joyce!

    Beijinhos...
    http://estantedalullys.blogspot.com.br/

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  4. Olá!
    Adoro esses livros de textos e a maneira como o autor descreveu a mulher incrível, me encantou. Acredito que é possível nos identificar com muitos dos textos escritor. Com certeza, quero ler!
    E a edição está linda demais!
    Beijos.

    Li
    Literalizando Sonhos

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  5. Oi .
    Tudo bom?
    Olha mesmo achando a diagramação linda, ter gostado da entrevista que o autor concedeu para e editora, infelizmente não me senti atraída pela leitura, já tentei ler livros assim é infelizmente não fluiu, mas tenho alguns amigos que gostam e irei indicar.
    Beijos

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  6. Olá!
    Pelas suas fotos achei o livro muito lindo e interessante, muito importante demonstrar essa diferença entre os vários tipos de mulheres, mas acredito que não compraria por não ser o meu tipo de leitura, mas se eu conhecer alguém que goste com certeza irei indicar a todos. A entrevista também é muito interessante para conhecer um pouco mais do autor.
    Beijos.
    http://arsenaldeideiasblog.wordpress.com/

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  7. Oi!
    O livro parece ser bem interessante, e a edição gráfica parece ter ficado linda! Sem dúvidas, existem milhares de tipos de mulheres e de pessoas e foi interessante ver o modo como o autor tratou do assunto (ele parece ser bem simpático, por sinal).
    Essa não seria uma leitura q eu faria agora, mas talvez mais para frente!
    Beijos,
    Déia
    Own Mine

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